Terceirizar ou ter equipe interna? Descubra o que é melhor para a sua empresa!

Uma das funções de um gestor que se preocupa com a organização de forma responsável e profissional é conseguir encontrar sempre alternativas viáveis para fazer uma boa redução de custo.

No entanto, é muito importante que esta diminuição consiga manter um bom nível de competitividade da empresa por meio da adoção de opções estratégicas mais vantajosas.

Em meio a tantos fatores que implicam em saída de recursos do caixa, há sempre uma questão que, mais cedo ou mais tarde, acaba aparecendo: a necessidade de se decidir a respeito de terceirizar ou ter equipe interna.

Para ajudar a resolver este impasse, levantamos algumas informações valiosas. Confira!

Equipe interna

Formada pelo seu pessoal que é contratado direto, o time de colaboradores de uma empresa considerado como equipe interna é o grupo de pessoas que foi admitido pelo Departamento Pessoal.

Esses funcionários foram selecionados, avaliados e têm carteira assinada com todos os direitos trabalhistas sendo cobrados única e exclusivamente da empresa.

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O que diz a legislação

Sendo funcionários de carteira assinada, todas as pessoas que fazem parte do organograma, independentemente de qual posição ocupem na hierarquia, devem receber seus direitos conforme manda a lei: 13º salário, férias, abono salarial, dissídio coletivo quando for o caso, descanso remunerado, dentre outros.

Neste tipo de contratação ainda existem algumas outras opções que são um tipo de variação na hora da contratação e que precisam respeitar algumas particularidades, que são modelos de contratos temporários, tempo de experiência, acompanhamentos de estágios e até o caso do menor aprendiz.

Todos estes modelos de vínculo estão estabelecidos diretamente entre a organização e as pessoas contratadas. Por cada um deles a empresa é a responsável a manter pagamentos em dia e todos os outros benefícios previstos em lei.

Da mesma forma, a decisão pelo encerramento dos contratos diretos, podendo ser tanto dos contratados como da empresa contratante, deve ser resolvida entre as partes, observando sempre a legislação trabalhista.

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Equipe terceirizada

Até pouco tempo atrás, toda a equipe de uma empresa, no que tange à sua atividade fim, teria de manter funcionários contratados e o que se poderia fazer para minimizar alguns custos era a contratação de serviços terceirizados para outras funções.

Sendo contratada para atuar em qualquer área da empresa, sempre por intermédio de uma prestadora de serviços, o time que integra o pessoal terceirizado tem a sua relação estabelecida diretamente com a empresa prestadora de serviços, e não com a tomadora dos serviços.

O que diz a legislação

Para conseguir entender de forma bastante clara como funciona uma equipe terceirizada, o que se precisa lembrar é que a empresa contratante (no caso, a sua) demanda serviços que são oferecidos por uma empresa externa.

Esta outra prestadora de serviços contratará a mão de obra e a disponibilizará para ser alocada dentro da sua organização.

O que gera um pouco de confusão é que os profissionais terceirizados, portanto contratados por uma empresa externa, prestam serviços dentro da empresa demandante. Com esta situação, pode parecer que os funcionários sejam da tomadora de serviços, mas não são.

Dessa forma, ficam as obrigações trabalhistas todas centralizadas na empresa terceirizada, a que presta o serviço. Direitos e deveres serão todos acertados entre os funcionários e a organização externa.

Contudo, a tomadora de serviços pode responder solidariamente em alguns casos e, por isso, deve estar atenta para desempenhar um papel de fiscalizar algumas obrigações da prestadora de serviços como, por exemplo, o recolhimento do INSS.

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Ainda assim, pela nova legislação, alguns aspectos devem ser considerados como, por exemplo, a igualdade de acesso às instalações, que tem como principal objetivo garantir a possibilidade de prestadores de serviço terceirizados poderem desfrutar de alimentação no refeitório, serviços de transporte, sanitários, ambulatórios e equipamentos de segurança, quando for o caso.

Outro assunto importante que merece destaque é a “quarentena”. Esta regra, que busca dificultar, dentre outras coisas, o repasse de um funcionário direto para uma empresa terceirizada.

De acordo com ela, um empregado demitido não poderá ser contratado por uma prestadora de serviços e atuar como terceirizado na empresa em que era funcionário antes de uma carência de 18 meses.

Também por um período de 18 meses a empresa tomadora dos serviços não terá permissão para contratar uma prestadora de serviços que tenha como um dos sócios alguém que tenha sido seu funcionário direto. Assim, a legislação tenta impedir que empregados fichados sejam transformados em pessoas jurídicas, perdendo seus direitos trabalhistas.

Como escolher para sua empresa

Como é de se esperar, existem vantagens e desvantagens em ambos os modelos, e todas elas precisam ser levadas em conta para que se possa tomar uma decisão mais assertiva em cada caso.

Uma coisa que é importante lembrar é que como os profissionais terceirizados são funcionários da prestadora de serviços, a voz de comando e as orientações definitivas devem vir da sua diretoria e não da empresa tomadora dos serviços. Afinal, cada funcionário responde à sua empresa.

Normalmente, organizações terceirizam pessoal para tentar baratear o seu custo. Como o que se contrata é o serviço e não a pessoa física, faltas, atestados e qualquer outro tipo de situação não precisam ser resolvidos diretamente. Em tese, basta acionar a prestadora de serviços para que envie outro profissional.

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Outra coisa que também deve pesar na decisão é que o nível de capacitação e treinamento dependem da empresa que contrata diretamente os funcionários. Dessa forma, é preciso avaliar se o melhor é ter um funcionário próprio e investir na formação dele ou se é possível encontrar uma prestadora de serviço que tenha mão de obra qualificada adequadamente.

Com relação aos custos, ao terceirizar uma empresa não terá de fazer processos de seleção, assinar carteira e nem as demissões, quando for o caso.

Por outro lado, é importante lembrar que empregados terceirizados não costumam ter o mesmo empenho e dedicação ao trabalho quanto aqueles que são de casa, afinal, eles podem ser deslocados a qualquer momento para outra empresa.

A decisão correta entre terceirizar ou ter equipe interna não é muito fácil e precisa ser estudada com atenção. A realidade da sua empresa e os desafios que ela tem pela frente, além da forma como costuma gerenciar seus recursos, são pontos a serem considerados.

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