Mapeamento de Custos: aprenda a fazer!

Mapear os custos de uma empresa faz parte do processo de gestão e auxilia o administrador a tomar decisões de maneira acertada, segura e que oferece maximização dos resultados. Mas será que você sabe fazer isso dentro da sua empresa?

Neste post, nós vamos explicar o que é o mapeamento de custos, apresentando as principais despesas organizacionais, o modo como você pode controlar os gastos da empresa e a forma de implementar esse tipo de análise na rotina corporativa.

Os tipos de custos

O mapeamento de custos em uma empresa depende do entendimento de alguns conceitos. Para começar, é necessário entender os custos que incidem sobre as rotinas de uma companhia. São dois tipos principais, como vemos a seguir:

Custos diretos e indiretos

Os custos diretos são aqueles que têm relação com a produção em uma organização. O exemplo mais comum são as matérias-primas, a mão de obra direta e os valores que aumentam conforme cresce a produção.

O custo direto também apresenta facilidade de identificação. Se pensarmos em outro ramo de atuação que não uma indústria, um custo direto pode ser, por exemplo, o papel utilizado em um escritório de advocacia, ou, ainda, os serviços de internet e telefonia, já que eles estão relacionados à prestação do serviço, que é a atividade principal do negócio.

Dica: Auditoria e controladoria: como unir esses departamentos e cortar custos?

Os custos indiretos, por sua vez, quando pensamos em uma indústria, são aqueles que possuem difícil identificação, ou que beneficiam mais de um produto ao mesmo tempo, como é o caso da mão de obra indireta, por exemplo.

Em um escritório, caso uma secretária trabalhe para vários departamentos ao mesmo tempo, ela será classificada como mão de obra indireta ou como custo indireto. Isso ocorre porque o custo da contratação não pode ser atribuído diretamente a um só departamento ou serviço.

No caso dos custos indiretos, independentemente de onde eles ocorram, a atribuição de seus valores será feita por meio de rateios, ou seja, dividida de acordo com algum critério e atribuída aos departamentos, produtos ou serviços.

Custos fixos e variáveis

Os custos fixos, apesar do nome, podem ter variações em seus valores. Porém, vão ocorrer independentemente de produção ou prestação de serviço e, por isso, têm tal denominação. Exemplos mais comuns são aluguéis, depreciações e salários.

Dica: Gestão de custos: entenda o que é e como aplicar

Esses custos também precisam de rateios para que seus valores sejam distribuídos a produtos ou serviços. Os custos podem, ainda, assumir diferentes classificações, dependendo do tipo de empresa, e ter mais de uma classificação, como, por exemplo, o aluguel, que pode ser indireto e fixo.

Já os custos variáveis são aqueles que aumentam proporcionalmente ao valor da receita. Em uma indústria, eles são representados por matéria-prima e mão de obra. Já na prestação de serviços, podem variar e ser representados de acordo com a atividade principal do negócio.

Algumas organizações ainda classificam os custos em semifixos e semivariáveis. Os semifixos são aqueles que ficam estanques até certo patamar de produção e, depois, variam, como é o caso do aluguel de um barracão ou de uma sala comercial. Caso seja necessário alugar mais uma unidade, o referido custo pode ser classificado como semifixo.

E os semivariáveis são aqueles utilizados para os casos de contas de consumo, como, por exemplo, energia elétrica e água. Isso ocorre, porque, mesmo que não exista consumo, será cobrada uma taxa mínima, e, depois, o valor da conta aumentará à medida que o consumo for elevado.

Dica: Saiba como utilizar a tecnologia na gestão de finanças

O modo de controlar os custos

O mapeamento é essencial para a gestão financeira da organização. Para isso, o gestor precisa tomar alguns cuidados. O primeiro deles está relacionado, no caso das empresas industriais, ao estoque, pois ele é uma grande fonte de desperdícios.

Estoques elevados podem gerar perdas relacionadas à armazenagem e à obsolescência, bem como dificuldades na hora de obter capital de giro. É importante procurar, também, ter várias opções de fornecedores com bons prazos e condições de pagamentos e descontos, visando maximizar os resultados.

No caso de empresas prestadoras de serviços, agregar valor e demonstrar o diferencial que a organização possui são boas estratégias, essenciais para o pagamento de custos fixos e a manutenção de atividades como um todo.

Dica: Aprenda a fazer a estratégia financeira da sua empresa

Portanto, o ideal é buscar alternativas inteligentes para aqueles custos que podem ser negociados, como aluguéis, planos de internet e telefonia. Tais valores geram um grande impacto nos resultados financeiros, e a redução dessas despesas pode fazer a diferença no fechamento do mês.

Em alguns casos, deve-se procurar entender a real importância de alguns departamentos. Ou seja, verificar se não é possível, por exemplo, terceirizá-los ou até mesmo extingui-los dentro da organização. Porém, para isso, é preciso se programar e entender bem como a empresa funciona.

A implementação certa do mapeamento de custos

Para que o mapeamento de custos traga benefícios à organização, é preciso, além de compreender os tipos de gastos e a forma adequada de controlá-los, conscientizar os funcionários da importância e do engajamento de toda a equipe no processo de economia dos valores.

Ainda, é preciso identificar os principais gastos da empresa, ou seja, quais são as maiores ocorrências de custos mensais e qual é o planejamento para possíveis economias. Esse acompanhamento pode ser feito por meio de relatórios ou demonstrações contábeis.

Outra possibilidade é identificar os gargalos ou desperdícios, que são valores que não trazem resultados para a organização. Posteriormente, é necessário desenvolver um planejamento para a implementação de soluções que ofereçam melhorias e diminuições nos custos.

Clique no banner e e aprenda como reduzir os custos em telefonia da sua empresa!

Depois de implementado o plano de aperfeiçoamento, é preciso somente manter controles para que os custos fiquem sempre sob supervisão da organização, permitindo que o gestor possa acompanhar a evolução corretamente.

Neste post, você viu que o mapeamento de custos é essencial para a gestão de uma empresa. Esse processo começa com o entendimento dos tipos de custos, que podem variar de negócio para negócio, já que estão atrelados ao tipo de atividade desenvolvida.

O controle dos custos deve contar com o acompanhamento, a supervisão e o emprego de soluções diferenciadas, que podem utilizar o corte, a substituição, ou, ainda, a terceirização de atividades, sempre buscando a maximização dos resultados da organização e a racionalização dos recursos.

E agora que você já sabe mais a respeito do mapeamento de custos, que tal baixar o e-book gratuito da WeAudit para entender sobre custos com telefonia em sua empresa e o impacto deles em seu negócio?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Share This