celular pessoal para fins corporativos

Os funcionários devem usar celular pessoal para fins corporativos?

Em um ambiente super conectado, as divisas que costumavam delinear limites e demarcar com clareza as múltiplas esferas da vida cotidiana ficaram cada vez mais opacas. Hoje, o aspecto profissional não raramente se cruza com o que é pessoal, e essa realidade se agrava ao esbarrar no uso de dispositivos móveis, que é indispensável ao mercado moderno. O celular pessoal, por exemplo, é comumente utilizado para atividades profissionais e a ocorrência inversa também é bastante recorrente.

Neste contexto dinâmico e volátil, os gestores se deparam com um dilema complexo: é melhor permitir o uso de celulares particulares no exercício profissional ou é mais seguro restringir a utilização de dispositivos próprios durante o expediente?

Para ser acertada, a decisão precisa considerar os dois lados da moeda. Neste post, você entenderá um pouco mais sobre os aspectos que circundam o tema e, a partir disso, certamente terá mais segurança para avaliar o que será mais benéfico à sua gestão e à sua equipe. Vamos lá?

Celular pessoal ou profissional no trabalho? As práticas de mercado

Nas empresas do Brasil e do mundo, as duas realidades existem: algumas organizações optam por fornecer a seus colaboradores os aparelhos necessários ao exercício de suas funções. Outras, por outro lado, sugerem que o funcionário utilize seu próprio equipamento durante o expediente – prática apelidada de BYOD (bring your own device), que, em tradução livre, significa “traga seu próprio dispositivo”.

Nos Estados Unidos, por exemplo, de acordo com estudo da consultoria Forrester Research, 59% das companhias apoiam o uso de aparelhos pessoais para demandas profissionais. Muitos colaboradores, inclusive, preferem utilizar seu próprio material – que, muitas vezes, tem mais funcionalidades ou opera em maior velocidade do que aquele cedido pelo empregador.

Restringir ou incentivar? Os prós e os contras do uso corporativo do celular pessoal

A decisão de impedir ou de liberar o uso dos celulares particulares em ambiente de trabalho deve considerar uma série de fatores. Primeiramente, é preciso observar as implicações legais: questões que envolvem privacidade, riscos à segurança de informações e brechas para reivindicações trabalhistas (horas extras e sobreaviso) não podem ser ignoradas. Qualquer escolha neste sentido deve ser amparada por um profundo conhecimento jurídico, resguardando a organização perante as possibilidades de interpretação da prática adotada.

A autorização de uso para aparelhos pessoais no atendimento de demandas corporativas exime a empresa de um considerável investimento voltado à aquisição e à manutenção de celulares. Neste aspecto, um levantamento divulgado pela Gartner afirma que, dependendo das práticas de uso, a empresa pode economizar até 29% ao ano com a liberação de dispositivos próprios.

Por outro lado, não está excluída a possibilidade de que haja uso indevido do celular pessoal, utilizando-o durante o expediente para fins que não sejam corporativos. Da mesma forma, dispositivos cedidos pela empresa também podem ser designados para atividades pessoais, desviando o colaborador dos interesses da organização e impactando até mesmo nos resultados financeiros.

Trata-se, portanto, de uma contraposição equilibrada: há benefícios e malefícios em ambos os casos e a decisão deve considerá-los de forma concisa e abrangente. Ao firmar sua postura frente à questão, a empresa deve formalizar seus procedimentos e clarificá-los a toda a equipe, regulamentando a prática estabelecida. Para evitar divergências e demais problemas, as responsabilidades de cada parte devem estar sempre claras e atualizadas.

Gostou do conteúdo? Então siga-nos no Facebook para ficar sempre pro dentro das novidades!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Share This