O Movimento BYOD Vai Completar 10 Anos. O Que Mudou No Uso De Smartphones No Dia A Dia Do Trabalho?

Quando as primeiras pesquisas sobre o movimento de BYOD (Bring Your Own Device, ou Traga o Seu Dispositivo) começaram a mostrar as áreas que mais apoiavam o movimento, é claro que TI liderava com folga. Cerca de 86% da área de TI nas empresas Fortune 500 estavam plenamente envolvidas com Consumerization de TI já no início da década.

O tempo passou, e agora coisa ficou assim: todo mundo tem smartphone e usa pra trabalhar de onde estiver.

Claro que existem mais dispositivos que são usados, mas o celular é o principal. O questionamento agora é: Para onde tudo isso vai? Como está a lei a respeito dos espaços de cada um? As questões de segurança, como ficam?
O que antes era visto como um sugador de produtividade, hoje já não se vê tanto desta maneira. As empresas estão bem mais flexíveis e caiu no colo de TI a tarefa de controlar tudo isso.
Mas até que ponto TI está de fato no controle?

Produtividade

Os números variam, mas a média é de um crescimento de 40% na produtividade. A razão é quase óbvia. Você está sempre comunicável.
Grande parte do trabalho que realizamos é baseado em tomadas de decisões ao longo do dia. Se antes você precisava aguardar um e-mail ou tinha que falar olho no olho com o decisor, agora a demanda chega em uma etapa do processo que pelo app da empresa no celular do decisor ou na distância de um simples “sim ou não” no “whatsapp” interno da companhia.
A verdade é que grandes empresas começaram a se beneficiar de soluções que os pequenos negócios adotaram tão logo o celular surgiu, mesmo na época que era só na base do SMS.

Longe mas perto

Quem vive o clima de grandes empresas sabe bem que quando um membro-chave do time viajava, ou equipes inteiras estavam em treinamento, as coisas não aconteciam direito por um tempo. Hoje é bem diferentes e o clima de coleguismo e ajuda mútua flui melhor.
Assim como a relação social no virtual aproximou muita gente. Nas empresas que adotaram o BYOD aconteceu a mesma coisa.

Redução de Custos

Grande maioria dos gestores de TI pode falar rapidamente os pontos de redução de custos que o BYOD trouxe para o negócio. Claro que tem uma relação muito forte com o aumento da capacidade dos dispositivos por si só. Mas o reflexo vai em muitas direções. Desde a redução do uso de papéis para conferir relatórios (e toda a infraestrutura para imprimir, por exemplo) até os custos de telefonia de voz normal com adoção do Wifi como meio para comunicação em áudio e vídeo diretamente do dispositivo pessoal.

Cloud

Nada está de fato no celular do funcionário. Logo, o transporte de dados é necessário o tempo todo (o que exige sempre bons planos de telefonia). Mas é assim, se TI quiser ter controle precisa abrir mão de soluções híbridas (parte cliente e parte servidor) e manter as coisas importantes sempre em “casa”, que é para garantir segurança.

Limites

Onde começa o meu dispositivo e minhas coisas e onde começam as coisas da empresa no meu dispositivo?

Responder isso tem sido um problema que vai além de TI, chega na parte jurídica e no fim vai encontrar clareza no bom senso.

Em uma situação ideal onde cada um sabe a sua responsabilidade e que uma parte importante de sua vida está conectada com a empresa, você deve obedecer aos limites convenientes para que você tenha uma vida plena, tanto pessoal como profissional.

E o papel de educador nesta questão pode muito bem ser encabeçado por TI (com ajuda de outras áreas como RH e o jurídico dando respaldo). Afinal, se TI orientar, a maioria vai respeitar, pois sabem da capacidade que a área tem de verificar as informações.

Tendências

Não parece existir qualquer tendência no momento de retroceder ou mesmo reduzir o BYOD. Ao que tudo indica, a próxima geração vai criar um termo novo, o BYOC (Bring Your Own Company).

É mais fácil pensar que as empresas vão querer estar nos dispositivos dos funcionários, entrando de modo estratégico na disputa por atenção entre os demais app’s que cada ser humano carrega consigo.

O papel de TI segue fundamental para garantir que integrações que vão surgir com o avanço digital, sigam suaves para todos no trabalho.

Quanto mais natural for para o indivíduo usar um dispositivo, quanto mais cara de social forem os sistemas, mais tempo de engajamento será notado.

Aguardemos os próximos 10 anos, que surpresas teremos?

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